Autonomia de jure, mas dependência de fato

Autonomia de jure, mas dependência de fato

             Por: Bruno Rocha

 

 

 

Um dos grandes debates no mundo atual é se o homem tem o direito de escolher se quer continuar vivo, ainda que sofrendo, ou se deseja dar fim à própria vida.Se desejar a segunda hipótese,estaremos diante de uma situação de eutanásia, que do ponto de vista jurídico, consiste em provocar voluntariamente a morte de um doente terminal para minorar seu sofrimento físico e evitar-lhe morte dolorosa.A prática consiste em ministrar drogas farmacêuticas ou outras substâncias que aliviem a dor,ainda que com elas se abrevie a vida. Tal ato é um dos grandes dilemas ético-jurídicos da contemporaneidade.             Não podendo falar nele sem se mencionar a bioética ou o biodireito. A primeira, nada mais é que o campo da ética, nascida há mais de 60 anos, que tem por objeto a regulação principio lógica das pesquisas/técnicas médicas voltadas aos seres humanos, enquanto que o biodireito é o ramo do direito que estuda as normas reguladoras da conduta humana perante os avanços tecnológicos voltados para a medicina e a produção de alimentos. Para que você caro leitor compreenda melhor o título,vale aqui contrapor 2 princípios bioéticos, quais sejam, a autonomia da vontade e a beneficência.De acordo com o 10princípio supra citado, se o ser humano é livre, ele pode livremente consentir ou não que uma determinada técnica seja aplicada nele;sob essa ótica, a eutanásia seria legal, pois traduziria a vontade do enfermo,porém segundo o princípio da beneficência qualquer técnica que venha a ser aplicada deve sempre visar melhoramento e a proteção do bem maior – a vida , logo,a eutanásia não seria um melhoramento, porque dele se pretende suprir o bem maior, bem que se observar-mos do ponto de vista do enfermo que está sofrendo, a morte poderá ser entendida como um melhoramento – término do sofrimento, mas isso já é uma outra discussão.

 

 

 

 

 

publicado por brpalavrassoltas às 20:45