Tratado sobre a justiça

Tratado sobre a justiça

                                Por: Bruno Rocha

 

 

 

Etimologicamente, a palavra justiça vem da expressão do latim clássico que indicava as normas formuladas pelos homens destinadas ao ordenamento da sociedade. Porém tal expressão passou a fazer parte do vocabulário grego no séc. v a.c, mas com o nome de diké, que significava correção. Na acepção Platônica, o justo, seria resolver os problemas morais, independentemente da forma utilizada para solucioná-los.Esse  conceito de justo mantém uma intrínseca relação com o que é justificável, logo ele está relacionado com os atos praticados pelos homens, daí a razão pela qual se diz que a justiça surgiu na prática.Sabendo que existe na sociedade uma pluralidade de juízos morais, e para que ela se mantenha coesa há que haver um consenso acerca de determinadas questões,eis que a tolerância surge como a primeira forma de solucionar esses conflitos existentes entre esses vários juízos morais.Mas essa tolerância vai além do plano da moralidade quando se configura como forma de solucionar conflitos entre juízos morais, passando agora a ser visado ao lado da justiça; ou seja, tolerar o outro porque é diferente.De acordo com Rawls, essa complexidade de juízos morais nos permite chegar á definição de justiça, mas atendendo a alguns fatores.Na acepção deste pensador , se todas as pessoas fossem obrigadas a mandar um representante para uma posição existente hipoteticamente num véu de ignorância, todos inexoravelmente, desde que sejam racionais e razoáveis, concordariam todas sobre 2 princípios;10,liberdade igual para todos,nomeadamente as liberdades básicas e direitos como por ex, de ser cidadão , e o 20princípio, seria a igualdade de equitativa de oportunidades, ou seja, as igualdades devem representar maior benefício a quem tem menos, sem prejudicar quem tem mais.Porém,se os 2 princípios entrassem em conflito, prevaleceria o primeiro, liberdade igual para todos.

Mas eu não poderia falar de justiça sem mencionar a consagrada definição de Ulpiano, que definiu esta como sendo a vontade constante e perpétua de dar cada um o que é seu. Atendendo a essa definição, e levando em conta as acepções de Rawls e Platão, posso dizer que a justiça não se configura simplesmente como o poder de julgar consoante as leis, mas também como sendo um  perfeito equilíbrio estabelecido entre a razão  e a moral sobre o direito e o dever.

publicado por brpalavrassoltas às 18:46