O mal na acepção filosófica

O mal na acepção filosófica

               Por: Bruno Rocha

 

 

O que é mau na ordem ético-moral, o que causa dano, sofrimento ou miséria. Em teologia, o mal surge quando se aceita que existe um universo governado por um ser supremo que é, ao mesmo tempo, bom e todo-poderoso. Numa formulação do problema, atribuída ao filósofo grego Epicuro, ou Deus pode impedir o mal e não o faz (e, com isso, não é bom), ou então quer impedir o mal e não consegue (e, portanto, não é todo-poderoso). O problema do mal tem sido uma preocupação central dos filósofos e de todas as grandes religiões. Em fins do século IV, Santo Agostinho sugeriu que o mal, que não foi criado por Deus, é a privação ou ausência do bem, filosofia que teve grande influência entre os pensadores cristãos posteriores. Já no século XVII, Gottfried Wilhelm Leibniz afirmou que o poder de criação de Deus se limitava a mundos logicamente possíveis e que o mal é uma parte necessária do “melhor de todos os mundos possíveis”.As guerras e perseguições desencadeadas no século XX minaram a crença secular num progresso inevitável e novamente confrontaram filósofos e teólogos com o problema do mal.

 

 

publicado por brpalavrassoltas às 01:18